É simplesmente incrível quando lemos, aprendemos, tomamos consciência de algo novo. A lâmpada que se acende sobre a mente é exaltante e hilariante. Acaba sendo mais surpreendente ainda quando o que é assimilado era algo óbvio, que estava o tempo todo diante de nossos olhos, ouvidos e sentidos. Porém, por não estar em um caminho sinalizado e iluminado, acabava por ficar entre as sombras.
Me encontro pensando a respeito da capacidade da mente humana de ler as entrelinhas, o oculto, o inconsciente, e como é essa característica que nos difere dos outros animais, dos outros seres que residem conosco. O poder e a vontade da transcendência.
É o superpoder que nos foi conferido, cedido, atribuído. Nessas horas, até acho interessante ser humana. Tenho passado meus dias lendo, o que tem me aberto frestas, janelas e portas, seja em questões sentimentais ou intelectuais. Minha mente nunca foi tão organizada e caótica ao mesmo tempo; acho que esse é o fim da leitura: nos tirar do conforto, do conhecido, e nos mostrar os mistérios, os emaranhados da vida e da mente.
Já estou divagando demais. Virginia Woolf me deixa assim: livre, oscilante, transponível. Sinto desejo de pensar, de mudar os pontos e os ângulos da visão, de entender a vida e suas rotinas e seus moldes. O mundo, nessas horas, me parece pequeno em tamanho, gigante em seu âmago e domável em sabedorias.




