25 de março de 2026

 Minha cabeça está cheia de questionamentos. Fico me perguntando se estou no caminho certo, se estou vivendo meu propósito de vida. Não sei bem ao certo qual o motivo principal da minha confusão. Me pego questionando minha personalidade e até quem eu sou. Essas questões filosóficas me perseguem de tempos em tempos. Talvez seja o tempo nublado que me trouxe essas reflexões. Sempre fico melancólica em dias assim. Acho que vivo muito dentro de minha cabeça. O mundo lá fora acaba sendo apenas uma extensão, bem menos detalhada, do meu eu interior. E esse interior anda confuso e assustado com tantas decisões que necessitam ser tomadas. Esse viver que me impede a multiplicidade me torna ansiosa. A falta de tempo para ser tudo o que quero ser, para aprender tudo o que quero aprender e para viver tudo o que quero viver me deixa triste. É impossível abraçar todas as esferas que me interesso. Aí me pego pensando em quem eu sou, se não as coisas que gosto e desgosto, e se gosto de quem eu sou. Às vezes me acho incrível e, em outras, me vejo faltante em muitas características que aprecio. Não sei ao certo a resposta para esse indagamento. Parece que não consigo colocar aqui todos os pensamentos que me permeiam. Eles acabam ficando incompletos e insensíveis. Em mim, parece que floreiam, criam raízes e se aprofundam. Aqui, me sinto rasa, como se as palavras e frases não fossem o suficiente para descrever tudo o que me confunde, me desmonta e me assola. Sinto que preciso de algo que me guie pelos caminhos da existência, algo mais profundo e mais forte que a realidade que me rodeia. Busco respostas por todos os lados e corro em círculos. As artes ocultas me chamam e tento ver se estou onde deveria estar por meio das cartas, dos sinais, do invisível. Mas nada me é suficiente. Nenhuma resposta consegue me satisfazer. Sempre há um buraco aberto, que nunca consegue ser preenchido. A resposta nunca é concreta; é cheia de simbolismos que não sei desvendar. Acho que a vida é isso: algo que ninguém sabe o que é, nem para o que é e nem para onde vai. Esse ponto de vista acaba sendo o que melhor me consola. Já que não sei para o que é e nem o que devo fazer, qualquer coisa já é alguma coisa. Não tem resposta errada. Porém, a pulga atrás da orelha está sempre à espreita. A dúvida me acompanha em todos os trilhos e caminhos. A ansiedade do errado me limita, freia e enfraquece. De todos os caminhos que se abrem em minha frente, será que estou no que me foi designado, atribuído e nomeado? Está aí uma pergunta que não tem resposta terrena. Viveremos com o questionamento até o fim dos dias, só espero que sua companhia não me sobrecarregue e não me atormente até lá.

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