Minha cabeça está cheia de questionamentos. Fico me perguntando se estou no caminho certo, se estou vivendo meu propósito de vida. Não sei bem ao certo qual o motivo principal da minha confusão. Me pego questionando minha personalidade e até quem eu sou. Essas questões filosóficas me perseguem de tempos em tempos. Talvez seja o tempo nublado que me trouxe essas reflexões. Sempre fico melancólica em dias assim. Acho que vivo muito dentro de minha cabeça. O mundo lá fora acaba sendo apenas uma extensão, bem menos detalhada, do meu eu interior. E esse interior anda confuso e assustado com tantas decisões que necessitam ser tomadas. Esse viver que me impede a multiplicidade me torna ansiosa. A falta de tempo para ser tudo o que quero ser, para aprender tudo o que quero aprender e para viver tudo o que quero viver me deixa triste. É impossível abraçar todas as esferas que me interesso. Aí me pego pensando em quem eu sou, se não as coisas que gosto e desgosto, e se gosto de quem eu sou. Às vezes me acho incrível e, em outras, me vejo faltante em muitas características que aprecio. Não sei ao certo a resposta para esse indagamento. Parece que não consigo colocar aqui todos os pensamentos que me permeiam. Eles acabam ficando incompletos e insensíveis. Em mim, parece que floreiam, criam raízes e se aprofundam. Aqui, me sinto rasa, como se as palavras e frases não fossem o suficiente para descrever tudo o que me confunde, me desmonta e me assola. Sinto que preciso de algo que me guie pelos caminhos da existência, algo mais profundo e mais forte que a realidade que me rodeia. Busco respostas por todos os lados e corro em círculos. As artes ocultas me chamam e tento ver se estou onde deveria estar por meio das cartas, dos sinais, do invisível. Mas nada me é suficiente. Nenhuma resposta consegue me satisfazer. Sempre há um buraco aberto, que nunca consegue ser preenchido. A resposta nunca é concreta; é cheia de simbolismos que não sei desvendar. Acho que a vida é isso: algo que ninguém sabe o que é, nem para o que é e nem para onde vai. Esse ponto de vista acaba sendo o que melhor me consola. Já que não sei para o que é e nem o que devo fazer, qualquer coisa já é alguma coisa. Não tem resposta errada. Porém, a pulga atrás da orelha está sempre à espreita. A dúvida me acompanha em todos os trilhos e caminhos. A ansiedade do errado me limita, freia e enfraquece. De todos os caminhos que se abrem em minha frente, será que estou no que me foi designado, atribuído e nomeado? Está aí uma pergunta que não tem resposta terrena. Viveremos com o questionamento até o fim dos dias, só espero que sua companhia não me sobrecarregue e não me atormente até lá.
Just a Little Something
Entregava-se a melancolia,de corpo nem tanto.Mas de alma transbordava-se.
25 de março de 2026
26 de janeiro de 2026
É simplesmente incrível quando lemos, aprendemos, tomamos consciência de algo novo. A lâmpada que se acende sobre a mente é exaltante e hilariante. Acaba sendo mais surpreendente ainda quando o que é assimilado era algo óbvio, que estava o tempo todo diante de nossos olhos, ouvidos e sentidos. Porém, por não estar em um caminho sinalizado e iluminado, acabava por ficar entre as sombras.
Me encontro pensando a respeito da capacidade da mente humana de ler as entrelinhas, o oculto, o inconsciente, e como é essa característica que nos difere dos outros animais, dos outros seres que residem conosco. O poder e a vontade da transcendência.
É o superpoder que nos foi conferido, cedido, atribuído. Nessas horas, até acho interessante ser humana. Tenho passado meus dias lendo, o que tem me aberto frestas, janelas e portas, seja em questões sentimentais ou intelectuais. Minha mente nunca foi tão organizada e caótica ao mesmo tempo; acho que esse é o fim da leitura: nos tirar do conforto, do conhecido, e nos mostrar os mistérios, os emaranhados da vida e da mente.
Já estou divagando demais. Virginia Woolf me deixa assim: livre, oscilante, transponível. Sinto desejo de pensar, de mudar os pontos e os ângulos da visão, de entender a vida e suas rotinas e seus moldes. O mundo, nessas horas, me parece pequeno em tamanho, gigante em seu âmago e domável em sabedorias.
8 de outubro de 2025
Vivendo
22 de junho de 2025
Domingo em Junho
Algumas Coisas
About Me
- mariana prudêncio andreto
- Mariana,Brasil ~ Bebo café demais,canto mesmo sem saber a letra,fico melancólica com finais de séries e filmes.Cito livros em meio de conversas,dou risada de tudo em alto e bom som;fico triste sem saber porque,mas também fico feliz sem motivo algum.Tento absorver tudo o que vejo,tenho um trilha sonora para cada momento,sonho acordada a maioria das vezes.Tento não ter expectativas mas mesmo assim anseio por coisas melhores,danço em frente ao espelho,tenho um livro de cabeceira.Sou apenas uma pessoa normal perdida em um mundo estranho.
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