Somos caçadores de motivos que nos explicam.Passamos os dias
à procura de uma desculpa aceitável aos olhos dos outros e aos nossos,como se a
vida dependesse disso.Criamos razões ao nosso favor,tentamos explicar a origem
de nossas ações ou mesmo a falta delas;procuramos incansavelmente por um
pretexto para poder amenizar a dor da alma que segue de nossas escolhas.Entretanto
a questão não é bem essa.A vida não necessita de algo tão supérfluo e prescindível,mas
sim a nossa superestimada e filha da puta(in)consciência.
Chega de mansinho,como quem não quer nada.À passos lentos e silenciosos como quem não tem pressa.Chega com intenção alguma mas faz estragos por onde passa.E depois vai embora como quem não sabe pra onde e sem dizer adeus.Sai deixando um vinil de blues tocando e cheiro de incenso de verbena ao ar.E depois volta com a chuva na próxima estação,sem consciência de seus atos ou de sua ausência.
Não é que eu seja triste e melancólica [...] É que sofro de pequenos períodos de tempo em que meu humor não consegue achar seu ponto ótimo,e assim ficar oscilando entre total ausência de felicidade e saudade prolongada.
10 de abril de 2012
Eu vejo o futuro repetir o passado Eu vejo um museu de grandes novidades O tempo não para Não para, não, não para
Mariana,Brasil ~ Bebo café demais,canto mesmo sem saber a letra,fico melancólica com finais de séries e filmes.Cito livros em meio de conversas,dou risada de tudo em alto e bom som;fico triste sem saber porque,mas também fico feliz sem motivo algum.Tento absorver tudo o que vejo,tenho um trilha sonora para cada momento,sonho acordada a maioria das vezes.Tento não ter expectativas mas mesmo assim anseio por coisas melhores,danço em frente ao espelho,tenho um livro de cabeceira.Sou apenas uma pessoa normal perdida em um mundo estranho.