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Não sou de me impressionar com as pessoas e muito menos admirá-las.Mas com aquela garota foi diferente.Ela era diferente.E para o começo da história isso é tudo o que importa.
O seu nome,não tenho a menor idéia.Não acho nomes confiáveis,por isso ela é apenas a garota.Posso dizer como ela se parecia,da cor dos olhos até os diferentes e significativos sorrisos.Mas é só. [...] Nunca consegui entender sua verdadeira essência e o que a mantinha de pé.E isso foi o que mais me chamou a atenção.Essa curiosidade sobre o inacessível.
Não era um garota de muitas amizades e nem de muitas palavras.Talvez por saber o verdadeiro significado de ambos ou por não saber.Sempre andava sozinha e com um sorriso nos lábios,desses que passam imperceptíveis para a maioria das pessoas,mas que faz a diferença para aqueles que observam.
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Curiosidade n° 1: Ela fecha os olhos quando o vento vem de encontro ao seu rosto e bagunça seus cabelos.
E é o porque que me intriga.O porque de tal gesto.E o fechar de olhos.
A resposta até hoje:Não sei.
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Alguns dias me pego observando-a,só para ver se compreendo essa magia que vejo em sua volta.Mas chego a acreditar que nunca entenderei.[...] Nunca entenderei essas palavras soltas que ela diz,não sei se para si mesma ou para o mundo.
Essa garota,se é que posso dizer assim,conhecia a liberdade,ela vivia sem esperar algo em troca.E o seu melhor amigo,aquele que à ouve e que guarda seus segredos era o vento.
E então eu descobri a resposta para minha pergunta.
A garota,aquela que fecha os olhos quando o vento bate e que murmura palavras ao universo ela tinha um segredo.Não um segredo obscuro ou coisa do tipo,mas sim um segredo ingênuo.Ela é apaixonada pelo vento.E é por isso que ela fecha os olhos quando ele toca sua face,e as suas palavras muitas vezes são promessas,as quais nunca serão quebradas.