4 de fevereiro de 2012

6:07 am

Eu estava sentada naquele banco,aquela da praça das flores.Acho que estava pensando um pouco na vida.Quando de repente chega um senhor bem idoso e senta ao meu lado,como se para me consolar ou coisa do tipo e pergunta:

“ Quem é você?”

Era um pergunta muito fácil de ser respondida,eu pensei,mas mesmo assim eu demorei para dar um resposta e quando respondi disse:

“ Eu sou a fulana de tal.”

E então o velho senhor olhou bem em meus olhos como se estivesse tentando encontrar alguma coisa que justificasse a minha resposta.

“ Eu perguntei quem é você e não o seu nome.”

Foi quando comecei a pensar e fiquei um pouco constrangia.

“ Não é a mesma coisa?” – eu perguntei meio perdida.

“Não minha filha,não é.”

E o silêncio tomou conta.

2 comentários:

João Batista de Lacerda disse...

O nome é apenas uma identificação.
O que ele quis saber é o que se passa no seu íntimo,a identidade da sua alma, o que não pode ser respondido com poucas palavras.

Amanda disse...

A maioria das perguntas simples geram respostas complexas... Parabéns Mari!

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