28 de agosto de 2026

 

Cresce em mim uma ânsia de vida. O sol se põe e o céu fica rosa; meu coração se enche e transborda com um pouco de todos os sentimentos. Sinto que a vida é algo incrível de se experimentar. E sim, nessas horas, as pequenas coisas e os vãos momentos são o que me vêm à mente. Aquela sensação nostálgica e melancólica de fim de dia de domingo. Meu coração se aperta e me falta fôlego. Tenho medo de não conseguir continuar sendo o que sou quando todos os meus alicerces não estiverem mais nesse plano. Sinto que a saudade vai me dilacerar e perderei uma parte importante de minha composição. Meus olhos queimam, e o dia vai perdendo a cor dourada e vai ganhando um azul profundo. Sinto-me inquieta e minhas células vibram em direções opostas. Vejo a noite chegar pela janela. As luzes começam a se acender pelas ruas e avenidas. Vejo-me em reminiscência de algo que ainda nem aconteceu. Romantizo a existência como os autores do século XIX. Sofro pelo inevitável e temo o próprio mundo. Ao fundo, toca “Fazenda”, de Milton Nascimento; derreto-me e dissolvo dentro da penumbra. Lá fora, o dia já é quase noite, em cinza fosco.

25 de março de 2026

 Minha cabeça está cheia de questionamentos. Fico me perguntando se estou no caminho certo, se estou vivendo meu propósito de vida. Não sei bem ao certo qual o motivo principal da minha confusão. Me pego questionando minha personalidade e até quem eu sou. Essas questões filosóficas me perseguem de tempos em tempos. Talvez seja o tempo nublado que me trouxe essas reflexões. Sempre fico melancólica em dias assim. Acho que vivo muito dentro de minha cabeça. O mundo lá fora acaba sendo apenas uma extensão, bem menos detalhada, do meu eu interior. E esse interior anda confuso e assustado com tantas decisões que necessitam ser tomadas. Esse viver que me impede a multiplicidade me torna ansiosa. A falta de tempo para ser tudo o que quero ser, para aprender tudo o que quero aprender e para viver tudo o que quero viver me deixa triste. É impossível abraçar todas as esferas que me interesso. Aí me pego pensando em quem eu sou, se não as coisas que gosto e desgosto, e se gosto de quem eu sou. Às vezes me acho incrível e, em outras, me vejo faltante em muitas características que aprecio. Não sei ao certo a resposta para esse indagamento. Parece que não consigo colocar aqui todos os pensamentos que me permeiam. Eles acabam ficando incompletos e insensíveis. Em mim, parece que floreiam, criam raízes e se aprofundam. Aqui, me sinto rasa, como se as palavras e frases não fossem o suficiente para descrever tudo o que me confunde, me desmonta e me assola. Sinto que preciso de algo que me guie pelos caminhos da existência, algo mais profundo e mais forte que a realidade que me rodeia. Busco respostas por todos os lados e corro em círculos. As artes ocultas me chamam e tento ver se estou onde deveria estar por meio das cartas, dos sinais, do invisível. Mas nada me é suficiente. Nenhuma resposta consegue me satisfazer. Sempre há um buraco aberto, que nunca consegue ser preenchido. A resposta nunca é concreta; é cheia de simbolismos que não sei desvendar. Acho que a vida é isso: algo que ninguém sabe o que é, nem para o que é e nem para onde vai. Esse ponto de vista acaba sendo o que melhor me consola. Já que não sei para o que é e nem o que devo fazer, qualquer coisa já é alguma coisa. Não tem resposta errada. Porém, a pulga atrás da orelha está sempre à espreita. A dúvida me acompanha em todos os trilhos e caminhos. A ansiedade do errado me limita, freia e enfraquece. De todos os caminhos que se abrem em minha frente, será que estou no que me foi designado, atribuído e nomeado? Está aí uma pergunta que não tem resposta terrena. Viveremos com o questionamento até o fim dos dias, só espero que sua companhia não me sobrecarregue e não me atormente até lá.

26 de janeiro de 2026

 

É simplesmente incrível quando lemos, aprendemos, tomamos consciência de algo novo. A lâmpada que se acende sobre a mente é exaltante e hilariante. Acaba sendo mais surpreendente ainda quando o que é assimilado era algo óbvio, que estava o tempo todo diante de nossos olhos, ouvidos e sentidos. Porém, por não estar em um caminho sinalizado e iluminado, acabava por ficar entre as sombras.

Me encontro pensando a respeito da capacidade da mente humana de ler as entrelinhas, o oculto, o inconsciente, e como é essa característica que nos difere dos outros animais, dos outros seres que residem conosco. O poder e a vontade da transcendência.

É o superpoder que nos foi conferido, cedido, atribuído. Nessas horas, até acho interessante ser humana. Tenho passado meus dias lendo, o que tem me aberto frestas, janelas e portas, seja em questões sentimentais ou intelectuais. Minha mente nunca foi tão organizada e caótica ao mesmo tempo; acho que esse é o fim da leitura: nos tirar do conforto, do conhecido, e nos mostrar os mistérios, os emaranhados da vida e da mente.

Já estou divagando demais. Virginia Woolf me deixa assim: livre, oscilante, transponível. Sinto desejo de pensar, de mudar os pontos e os ângulos da visão, de entender a vida e suas rotinas e seus moldes. O mundo, nessas horas, me parece pequeno em tamanho, gigante em seu âmago e domável em sabedorias.


8 de outubro de 2025

Vivendo

 
A vida adulta é complicada porque nunca nada é fácil. É essa a mais pura verdade. Sempre é necessário dar um jeito, contornar algo, pensar e repensar uma situação. Isso é o que esgota, desanima, dilacera. O adulto é cansado porque a vida é dura, sem folga e muitas vezes sem sentido. Todos os prazeres acabam sendo difíceis de atingir. Ou quem sabe são os próprios adultos que dificultam. Às vezes acho que eu dificulto mesmo as coisas. O pior é que são os pequenos problemas que me desabam. Tento tanto ser forte para lidar com o que me atinge, que as circunstâncias inimagináveis, que me fogem do ilusório controle - elas me quebram, desmontam, me tiram do sério. Fico inconformada, irritada, desgostosa. Esse é um dos motivos de não conseguir achar a existência leve, fluida. Toda hora é um peso, uma marcha ré, uma desilusão. Creio que seria mais fácil se as consequências não importassem tanto. Se vivêssemos apenas no presente, se todo fim fosse um ponto final.Claro que são as consequências que moldam o mundo, que preparam e colocam em prática os ensinamentos. São pensamentos conflitantes. Creio que paz no mundo é inatingível. E não digo a paz entre as nações, entre os povos e mercados, ou seja, uma paz externa. Falo da paz individual, pessoal e egoísta. Não sei, mas temo que viver seja isso: resolver problemas, perder as forças e depois de tudo e tanto, se levantar e continuar a luta, o caminho, a andança. Até o imprescindível fim.

22 de junho de 2025

Domingo em Junho


 
 Uma nova frente fria chegou. Me sinto em desespero, fraca, cansada. Queria desaparecer. São muitas emoções de uma só vez; é uma avalanche que me consome. O problema é que já não tenho muito mais do que ser consumido. Não sei como lidar com a vida; com os problemas, com as aflições. Minha válvula de escape é bloquear tudo com que não sei lidar; não sinto, não transmito, não compactuo. Mas então, quando já não caibo mais em mim, transbordo em milhares de pedaços; estilhaço-me em fragmentos descontínuos. Descontrolo-me e o mundo não faz sentido; e a vida não faz sentido; e eu não faço sentido. Queria esquecer-me de tudo, me livrar de todos esses sentimentos amargurados, desconexos. Queria chorar por horas, com soluços e torrentes d’água. Não consigo, as lágrimas não descem, o grito não sai. Não sei onde pertenço, tudo é estranho, supérfluo, insensato. Não me compreendo, não me reconheço, não me gosto. Não consigo ver o porquê do caminho, das ações. Acredito que o objetivo não compensa. O tempo nublado não ajuda: me entristece, me guarda em mim. Me sinto presa por minhas próprias amarras e pensamentos. Confusão é o que me adjetiva. Queria colo, reconhecimento, compreensão, porém corro e me escondo quando há possibilidade. Creio que não mereço. Por que me sinto assim? Onde foi que me transformei nesse aglomerado de insensibilidades? – Eu realmente estou extremamente cansada. Sinto minhas forças se esvaindo gota a gota. A vida hoje me parece desnecessária e cansativa. Me encontro desconectada da existência de uma maneira geral. O mundo não me agrada, não me comove, não me motiva. E eu mesma não me ajudo. Vivo no automático, sempre em frente sem observar os detalhes. É tudo não mal vivido que não me recordo de muita coisa; o viver passar batido; o existir é silencioso e opaco. Remoo as minhas incertezas até que elas se aumentam em tamanho e importância. Que jeito triste de existir. Já não sei o que escrevo, os pensamentos estão se entrelaçando e perdendo o fluxo de sentido. Ainda confusa, entretanto mais calma. Pelo menos na superfície a água agora é lenta. Sei que nas profundezas há um turbilhão de emoções não compreendidas, que há uma correnteza forte e assustadora me que leva cada vez mais fundo, mas por agora flutuo, pairo, vago em ilusória calmaria.

7 de outubro de 2020

 O passarinho procura em vão água no bebedouro preso ao coqueiro. Está quebrado a meses. Esqueço sempre de comprar outro. A vida passa; a minha e a do pássaro. Entretanto, a dele é mais plena; talvez porque é mais curta. Será que é a duração que torna a vida difícil? Ou será que é nossa percepção da vida que a torna torturante? Questionamentos passam como os vagões de trem. Rápido, incontáveis, vertiginosos. A vida nada mais é que seguir na avenida. É o caminhar pensando num destino e chegando a outro. É descansar embaixo de uma sombra de árvore e esperar que não sejamos capturados pela rede da morte, que sobe e desce a todo momento. Falando assim faz parecer que a vida é triste. Não é; só não é fácil. É prazerosa em alguns momentos, alegres em outros. O que dificulta é o desejo de transgredir; é a vontade de ser o que não é. Eu, os outros, o mundo. Se nos contentássemos com as coisas do jeito que são esse sentimento de inquietude não seria tão forte, tão denso e violento. O vento sopra no quintal, porém queria estar na beira do mar. Esse é o problema da existência: querer sempre o que não se tem na mão. Se estivesse olhando o mar, provavelmente desejaria a calma do quintal. O sol se move sobre mim, o dia fica mais quente a cada minuto. Daqui a pouco começo a reclamar da temperatura. Às vezes suponho que faço isso por hábito e falta de assunto. É o que todo mundo faz. Fecho os olhos, divago sobre o os afazeres do dia, medito. Daqui a pouco é hora de levantar da cadeira e começar o dia. Conto os minutos e escolho uma música para alegrar o espírito. A alma deleita-se e dança.

2 de outubro de 2020


 O sol esquentava a pele; a alma continuava gelada como nunca. Nada parecia agradar, até as músicas que gostava acabava lhe incomodando. Margot queria sumir. Porém, nenhum lugar parecia distante o suficiente. Porque o problema não era o lugar, a música, as pessoas. Era a existência, o peso crescente sobre os ombros, o desapego com o natural, o ódio da vida ser o que é. Não havia escapatória. A juventude passava e o desespero crescia. O fim é iminente. Como sobreviver com esses pensamentos, com essas opiniões, como esse medo? Margot não compreendia como algumas pessoas conseguiam viver sem esses questionamentos, sem essa visão pessimista perante as coisas externas e, porque não as internas. A situação estava tão fora do controle que não conseguia imaginar um lugar em que seria feliz, contente ou mesmo em paz. Nada lhe agradava. A vida era uma avalanche de ansiedade. A cada passo uma nova reflexão. Nada era simples. E, Margot, desejava loucamente a simplicidade. Queria regredir para o que já tinha sido; não queria ser o que era, tinha receio do que se tornaria no futuro,visto parecer piorar com cada atualização. Queria tempo para ser o que quisesse. A eternidade sempre lhe pareceu o melhor superpoder que alguém poderia ter. Dessa forma, os erros não seriam tão pesados, cansativos, e sugadores de energia. Os erros na finitude são dilacerantes; o tempo não volta mais. Quando percebemos que a gota caiu já não há o que fazer, para onde correr, onde se esconder. Se sentia frustrada com tudo, mas principalmente com ela mesma. Como que se deixou chegar nesse ponto? Em que dia se tornou esse aglomerado de desilusões? Tentava recordar dos tempos da infância, mas até eles lhe deixavam abatida, desconcertada. O sol continuava firme e quente demais. Se sentia liquefeita como os relógios de Dalí.O vento do oeste era o alento. Cada rajada era um fôlego. Respirou mais fundo e devagar. Era hora de seguir, os cinco minutos de descontentamento haviam terminado.

5 de março de 2017

A consciência muitas vezes nos dilacera a alma.Mas o que seria de nós na sua ausência? Entretanto,o que nos resta da alma?





28 de fevereiro de 2017

divagações no carnaval

Você já parou para pensar em como você se tornou a pessoa que é? Será que você se tornou a pessoa que gostaria de ser? Essas são as perguntas que rondam minha cabeça na atual conjuntura da vida. Ou melhor,será que o meu eu passado ficaria feliz com o meu eu presente? São tantas interrogações que fica demasiadamente difícil saber se tomei as escolhas corretas,isso é,se é que existe essa tal coisa de escolhas corretas.Por que afinal,o que faz uma escolha ser errada? 

27 de julho de 2014

Reflexões de um domingo chuvoso

Estamos sempre em buscar de uma resposta que mudará nossa vida.Mas e se não existir uma resposta?
Possuímos essa tendência não realista da vida e temos a inocência de acreditar que quando dermos o próximo passo a vida ficará mais clara e segura.Entretanto isso é um ilusão.Criamos tal pensamento apenas para abrandar o temido sentimento de instabilidade e a falta de coragem que nos inunda a alma.Mas o que é a vida se não um amontoamento de insegurança e assombro perante ao futuro?
(...)
Temos um medo imaginário do desconhecido e por isso criamos soluções utópicas para ligar com tal sentimento.Temos essa tendência de acreditar no inverossímil.Abraçamos o mundo de maneira covarde e vivemos a vida erroneamente.Esse é o nosso maior pecado,e provavelmente o único.

Talvez seja a hora de voltar

6 de agosto de 2013

Odeio tempos assim:quando desejo o impossível e me entrego às memórias de um outro alguém.


4 de agosto de 2013

E então,tic tac

Vamos voltar no tempo,meu bem
o passado parece tão convidativo.
Vamos dar uma volta de mãos dadas
para imitar os amantes alucinados pela vida.
Vamos,meu bem
Vamos sonhar com os mares do antigo mundo
e delirar com histórias até então adormecidas.
Venha,meu bem,me de sua mão
Vamos viajar pelo relógio.

23 de julho de 2013

por ai

Às vezes tenho essa vontade louca de ir para algum lugar novo.Um lugar onde não conheça ninguém e que todos os lugares sejam novidade.Um lugar em que possa ser quem bem entender,sem ter que se preocupar com opiniões alheias.Apenas um lugar qualquer em que possa praticar o anonimato.

16 de julho de 2013

Numa terça-feira qualquer às 17:19

Tudo parecia normal,pessoas andavam apressadas,o sol escaldava o dia e eu,como sempre,me mantinha enfiada perdida entre as palavras.Quando de repente uma voz chegou como um eco distante:
"Hey garota,o que você está fazendo?"
"Nada de demais,apenas tomando um ar e lendo um pouco."
"Você parece um pouco triste,não sei,como se tivesse se perdido por ai."
"Não sei responder moço,ainda não entendo muito bem o conceito de felicidade e tristeza." - disse fechando o livro. - " Defina felicidade."
"Você pensar demais minha jovem,a vida não é um dicionário,ela não segue definições a risca.Ela apenas acontece."
Eu não respondi.Não tinha um resposta,um pensamento coerente.Apenas fechei os olhos por um instante e respirei fundo.Depois abri o livro com expectativa de encontrar a resposta que precisava.Mal sabia eu,que não existia resposta alguma.

8 de julho de 2013

Oh,meu bem.Sumiu tão de repente.

Sumiu do mesmo jeito que chegou:
extraordinariamente depressa.
Foi melhor assim.
Era um sentimento que tomava conta,embriagava,enlouquecia,destruía.
Mas então,BOOM,não era nada.
E então era tudo.

10 de junho de 2013

Meu bem,desejos vão e vem

Queria falar tanta coisa,escrever tanta coisa.Com palavras bonitas e palavrões sofisticados.Queria parar de me importar e falar o que vem na cabeça;queria respirar fundo, fechar os olhos e tomar o mundo.Queria ter coragem.E um pouco a mais de fé.Queria trocar o café pelo vinho e sair por ai contando crônicas a desconhecidos.Queria enxergar o mundo em cores primárias e dançar ao som de bossa nova e ‘rock’n roll’.Oh,meu bem como queria. 

24 de março de 2013

" You cannot find peace by avoiding life"


Clarissa seguia pela rua.Leve;fantasmagórica;cantando uma canção qualquer.Esperou o semáforo fechar (pois,sempre teve problemas com trânsito) e atravessou a avenida.[...] Deambulou dando passos ritmados e observou a manhã daquele dia de outubro. “- Chá ou café,qual será a melhor escolha para o dia de hoje?”. Nunca tomou nenhum dos dois;fechou os olhos e quando abriu novamente já não era mais Clarissa.E já não era mais outubro.

27 de fevereiro de 2013

when you grow up,your heart ----



Sou melancólica;acho que sempre fui.
Falta alguma coisa no ar,ele está diferente do que costumava.Mas o que está diferente? E porque ninguém mais consegue notar? – Falta uma memória para encaixar,falta um característica para preencher o personagem.Falta uma música e muitas vidas para fazer sentido.É como se tudo estivesse fora do lugar;numa bagunça tremenda;como se esse aroma,esse vento,esse sentimento não pertencesse a esse dia;como se eu não pertencesse a esse mundo.E então olho em volta e amo o que vejo;amo a falha em que me encontro,os diálogos maçantes.A falta de interesse;a curiosidade obsessiva;a pressa.E o que antes parecia um desastre sem medidas se torna a essência em sua vida.

23 de fevereiro de 2013

Just a little tired


Errou profundamente quando não andou o bastante.Perdeu tempo,momentos e sussurros.Teve que fazer o caminho de volta,e dessa vez pegou um atalho.E então,errou de novo e de novo e de novo.Quando decidiu caminhar por todo a rua,a seguir todas as placas e não ignorar os avisos.Errou de novo.[...] Resolveu tentar o caminho mais longo,aquele em que teria tempo de pensar e perderia tempo pensando;foi quando começou a acertar.Foi quando tomou coragem para seguir seus próprios passos.